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» Auditoria: mais de R$ 60 milhões em dívidas

08 de Fevereiro de 2017 às 08h15

Uma dívida de R$ 60,8 milhões! Esta foi a herança deixada pela administração anterior a Almirante Tamandaré. Os dados fazem parte da auditoria interna apresentada pelo prefeito Gerson Colodel na Câmara dos Vereadores. Uma comissão detalhou em 35 dias a situação das contas municipais e encontrou dívidas nas mais diversas secretarias. Entre as despesas feitas na administração anterior e que terão que ser pagas pela atual gestão estão: R$ 4,5 milhões em precatórios, R$ 60 mil em prêmios do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) que foram sorteados e não foram comprados, R$ 25,6 milhões no Instituto de Previdência, R$ 4,8 milhões de despesas empenhadas, R$ 9 milhões com fornecedores, R$ 4 milhões em folha de pagamento, R$ 4 milhões em uniforme escolar, R$ 1,7 milhão em merenda, entre outros.

“Na campanha nós sabíamos que teríamos dificuldades. Eu imaginava que a dívida chegaria a R$ 20 milhões. O que eu não imaginava é que a realidade seria três vezes pior. A situação é difícil, complicada, mas vamos encontrar soluções como renegociação de dívidas, parcelamentos. Priorizaremos com certeza o pagamento de funcionários, saúde, educação e ruas”, afirmou Colodel. Os problemas detectados foram inúmeros: 200 ações trabalhistas ajuizadas contra a Prefeitura, contratos pagos quase na totalidade e não terminados (casos da construção de ginásios e recadastramento de imóveis da Prefeitura), aumento das licenças de táxi em 34% no final da gestão sem qualquer critério, equipamentos todos estragados, radiadores furtados, geladeiras furtadas, televisores que desapareceram.

“Fizeram um verdadeiro desmanche nos equipamentos e prédios públicos”, disse Colodel. Isso em falar do abandono das ruas e de escolas do interior que foram desativadas. Um dos casos mais graves foi o pagamento de seis empresas – no detrimento de todos os demais fornecedores, merenda escolar ou medicamentos (os últimos comprados em 2015) – de um total de R$ 43,6 milhões. Com este valor, 73% da dívida atual poderiam ter sido quitados. “Deixaram de pagar merenda, aluguel do armazém da família, convênio com a Prefeitura de Curitiba para beneficiar a população e decidiram pagar empresas que não tem mais nada a receber da Prefeitura. Essas empresas ficaram em boa situação. É um absurdo total”.

Outro caso considerado preocupante foi o pagamento de férias, rescisão contratual e salários para 12 servidores, enquanto todos os demais ficaram sem receber, num valor total de R$ 112 mil. O resultado da auditoria - com fotos e documentos – será encaminhado por escrito para o Ministério Público (MP), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Câmara dos Vereadores.

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